Presenciei uma moça correndo na tentativa de alcançar uma das inúmeras portas do metrô há três semanas aproximadamente, ocasião em que ficou presa, oprimida pelos dois componentes que, em conjunto, determinam, sob o comando de um condutor à testa do gigantesco equipamento, a entrada e saída dos passageiros. Seu constrangimento e desespero eram visíveis, e em que pese a quase inócua tentativa de se desvencilhar daquela opressão devastadora, uma vez que a cada segundo a sensação de impotência se impunha esmagadoramente, sua perseverança se expressava à semelhança de um náufrago que se socorre no último bote salva-vidas. Tempestivamente, eu e um rapaz mais próximo a ela nos aproximamos em seu auxílio, porém, nossa disposição, em princípio, não parecia suficiente a resgatá-la. Porém seu esforço, somado talvez à nossa diligência em forçar a porta à direção oposta, a fez livrar-se daquela aparente armadilha e ocupar o interior do vagão, no entant...
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